Um alerta enviado pelo Ministério da Saúde no início do mês de julho expôs o quadro de vulnerabilidade do Brasil a doenças antes erradicadas no país. O comunicado aponta que a poliomielite atinge 312 municípios brasileiros, sendo 63 da Bahia e 44 de São Paulo. De acordo com dados do Ministério da Saúde, menos de 50% da população está vacinada.

Para garantir a imunização de uma região, a recomendação internacional é que 95% das pessoas estejam protegidas. Levando em conta o total da população brasileira, a cobertura vacinal contra a pólio hoje é de 77%, patamar semelhante ao do país em 1995. A baixa cobertura vacinal não se restringe à pólio, doença quase erradicada no mundo todo.

Sarampo, rubéola e difteria também apresentaram redução no índice de imunização. As três podem ser evitadas por meio de vacinas como a tríplice (sarampo, caxumba, rubéola) ou tetra viral (que inclui varicela) e a DTP (que protege contra tétano, difteria e coqueluche).

O Brasil, que em 2017 não contabilizou nenhum caso de sarampo, entre janeiro e junho de 2018 já registrou 1.686 casos, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Poliomielite e sarampo

Conhecida como 'paralisa infantil', a poliomielite causa paralisia que começa de forma repentina e pode afetar desde as pernas até o corpo inteiro, comprometendo até a respiração. O vírus foi erradicado no Brasil na década de 90.

A contaminação da doença ocorre por contato fecal-oral, por objetos, alimentos e água contaminados com fezes de doentes ou portadores, ou pela via oral através de gotículas de secreções ao falar, tossir ou espirrar.

O sarampo é uma doença extremamente contagiosa e pode ser transmitida pelo contato com secreções. Os primeiros sintomas são parecidos com os da gripe, mas evoluem para o aparecimento de manchas vermelhas pelo corpo. As mortes relacionadas com a doença ocorrem, muitas vezes, por causa de complicações no quadro.

Vacinação

Haverá uma campanha nacional de vacinação contra Poliomielite de 6 a 31 de agosto para crianças de até 5 anos (mesmo as já vacinadas devem tomar o reforço).

Em setembro acontecerá a campanha anual de atualização das cadernetas de vacinação.

Gestantes, crianças menores de 6 meses e pessoas com suspeitas de sarampo, independente da situação vacinal, não devem ser vacinados.

Clique aqui para conferir o calendário vacinal 2018.

Fonte:  Com informações do Ministério da Saúde/ Nexo Jornal

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