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A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (Ejud-20) realizou, nesta sexta-feira, 26, a Roda de Conversa "Equidade Racial, de Gênero e Diversidade LGBTQIAPN+: caminhos para uma sociedade mais justa". O encontro aconteceu no Espaço de Capacitação e Inovação e reuniu magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), terceirizados(as) e jovens aprendizes do Tribunal.

A programação teve início com um café de boas-vindas e a recepção dos participantes. Em seguida, a atividade promoveu reflexões e debates sobre a interseção entre os direitos de gênero, raça e diversidade LGBTQIAPN+ no âmbito do Judiciário, contribuindo para o fortalecimento do acesso à justiça e para a atuação institucional alinhada às diretrizes da Resolução CNJ nº 492/2023 e da Resolução CSJT nº 368/2023.

A abertura do evento contou com a participação da desembargadora Vilma Leite Machado Amorim, diretora da Ejud-20, e da desembargadora Maria das Graças Monteiro Melo, coordenadora do Subcomitê de Equidade e Diversidade do TRT-SE. 

A desembargadora Vilma Leite Machado Amorim destacou a importância do evento para o fortalecimento da formação continuada e do letramento institucional.  "Mais do que cumprir uma determinação do CNJ, este evento buscou também promover formação e letramento sobre questões fundamentais e ainda muito presentes na sociedade, como o racismo, a discriminação contra a população LGBTQIAPN+ e a desigualdade de gênero. São temas que muitas vezes se entrelaçam e exigem reflexão, diálogo e aprendizado contínuo", afirmou. 

A roda de conversa foi mediada pela juíza do trabalho Kamilla Mendes Laporte e teve como debatedoras Kellen Josephine Muniz de Lima, Ana Carolina Machado Jorge e Adriana Lohanna dos Santos.

Durante sua exposição, Kellen Josephine Muniz de Lima abordou temas como racismo estrutural e recreativo, letramento racial e combate ao racismo religioso.

Para professora Kellen Josephine Muniz de Lima é importante reconhecer e  combater às diversas formas de discriminação presentes na sociedade e nas instituições. "Capacitar os servidores para identificar e enfrentar essas questões é um passo fundamental para a construção de ambientes mais respeitosos. Quanto maior o conhecimento sobre as diferentes manifestações do racismo, maior é a nossa capacidade de promover mudanças e contribuir para uma cultura de equidade e respeito à diversidade", afirmou.  

Na sequência, a delegada de Polícia Civil, Ana Carolina Machado Jorge, tratou de questões ligadas à equidade de gênero e à proteção das mulheres em situação de violência. No âmbito da Justiça, Ana explica que o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero é uma importante ferramenta para orientar a atuação do Judiciário diante das diferentes realidades vivenciadas pelas mulheres. "É fundamental conhecer e compreender essa diversidade e considerar suas especificidades quando as demandas chegam à Justiça, para que as decisões sejam cada vez mais justas e inclusivas", destacou.

Encerrando as apresentações, Adriana Lohanna dos Santos compartilhou reflexões sobre diversidade LGBTQIAPN+. A professora e mestre em Educação ressaltou a importância da informação e do diálogo para a desconstrução de conceitos equivocados. 

"Combater o preconceito começa pelo conhecimento. É preciso compreender conceitos básicos, como identidade de gênero e orientação sexual, para entender a diversidade humana e respeitar as diferentes vivências. Muitas vezes, fomos ensinados a partir de conceitos equivocados, e refletir sobre essas questões é fundamental para construir uma sociedade mais inclusiva e acolhedora para todas as pessoas", afirmou Adriana.

Realizada por meio de metodologia expositivo-dialógica, a atividade favoreceu a troca de experiências entre participantes e debatedoras, promovendo o aprofundamento das discussões e o compartilhamento de perspectivas sobre os desafios e avanços relacionados à equidade racial, de gênero e à diversidade.

Por Patricia Teles (Ascom TRT-SE)