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25/7 - Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
- Publicado: Sexta, 24 Julho 2026

Neste sábado, 25 de julho, é celebrado o Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, data dedicada ao reconhecimento da trajetória, da resistência e das contribuições das mulheres negras para a construção de sociedades mais justas e igualitárias. No Brasil, a ocasião também homenageia Tereza de Benguela, importante liderança quilombola que se tornou símbolo da luta contra a escravidão e da defesa dos direitos da população negra.
Ao longo da história, as mulheres negras têm enfrentado barreiras impostas pelo racismo, pelo machismo e pelas desigualdades sociais, fatores que ainda limitam o pleno acesso a direitos e oportunidades.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as mulheres negras continuam sendo o grupo mais impactado pelas desigualdades sociais no Brasil. De acordo com dados mais recentes da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), sistematizados pelo Dieese em 2025, elas apresentam os menores rendimentos médios do trabalho, elevada inserção em ocupações informais e permanecem sub-representadas em cargos de liderança. Além disso, o Atlas da Violência 2026, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), mostra que as mulheres negras seguem sendo as principais vítimas de violência letal no país.
Diante de tantos obstáculos, o 25 de julho representa não apenas um momento de celebração, mas também de reflexão sobre a necessidade de fortalecer políticas de promoção da equidade e de enfrentamento às diversas formas de discriminação.
Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha
A data foi instituída em 1992, durante o 1º Encontro de Mulheres Negras da América Latina e do Caribe, realizado na República Dominicana, tornando-se um marco na mobilização internacional pela valorização e pelos direitos das mulheres negras. No Brasil, a Lei nº 12.987/2014 oficializou a celebração como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.
Reconhecida por sua liderança, Tereza de Benguela comandou o Quilombo do Quariterê, localizado na região do atual estado de Mato Grosso. Sob sua direção, a comunidade desenvolveu uma organização política, social e econômica própria, acolhendo centenas de pessoas que escapavam da escravidão e consolidando-se como um importante símbolo de resistência.
Compromisso com a equidade e a diversidade
O Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (TRT-SE) se soma às iniciativas que valorizam a história, a resistência e o protagonismo das mulheres negras, reafirmando a importância do enfrentamento ao racismo, às desigualdades de gênero e à exclusão social.
No âmbito institucional, o Regional desenvolve ações voltadas à promoção da equidade por meio do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade na Justiça do Trabalho, instituído pela Resolução CSJT nº 368/2023, e do Subcomitê de Equidade e Diversidade, criado pelo Ato SGP.PR nº 063/2023. As iniciativas fortalecem a Política de Equidade de Gênero, Raça e Diversidade, estimulando a conscientização, o respeito às diferenças e a construção de ambientes cada vez mais inclusivos.
Valorizar as mulheres negras significa reconhecer suas contribuições para a sociedade e fortalecer políticas institucionais voltadas à promoção da dignidade, do respeito, da equidade e da inclusão. Nesse sentido, o TRT da 20ª Região atua para promover a representatividade, a igualdade de oportunidades e o enfrentamento a todas as formas de discriminação.
Por Patricia Teles (Ascom TRT-SE)












