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TRT-SE encerra correição ordinária do Cejusc com foco em superação e valorização da equipe
- Publicado: Terça, 28 Julho 2026

Encerrou nesta terça-feira, 28, a correição ordinária do Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc) do Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (TRT-SE). Conduzida pelo corregedor e presidente do Tribunal, desembargador Josenildo dos Santos Carvalho, a correição analisou os resultados da unidade judicial e serviu como momento de agradecimento pelo desempenho da equipe.
O presidente elogiou a harmonia encontrada na unidade e destacou a importância de gerir com respeito e compreensão. “Quem gere pessoas, tem que conhecer as pessoas”, frisou o desembargador, ressaltando que esse clima positivo tem sido uma constante em todas as unidades do tribunal visitadas por ele.
Coordenador do Cejusc, o juiz Abeilar dos Santos Soares Júnior endossou os elogios. “Aproveito para agradecer à equipe, que sempre se empenha bastante. O melhor termo para defini-los é superação. Apesar das dificuldades culturais que temos na Justiça do Trabalho, eles fazem aquilo que gostam e se identificam. Isso se reflete diretamente na forma como as pessoas são recebidas, especialmente lidando com tantos conflitos”, afirmou o magistrado.
A chefe da Divisão de Métodos Consensuais de Solução de Disputas, Josiani Lyrio de Oliveira Fonseca, reforçou a união e o comprometimento dos servidores em meio às dificuldades no quantitativo de pessoal. “Ao contrário de alguns lugares, eu tenho que falar: está na hora de ir embora e insistir para que saiam junto comigo, porque, se não, querem ficar. Isso é muito bacana. Estou muito feliz em estar coordenando uma equipe assim”, destacou Josiani.
Ela também pontuou a chegada do juiz substituto e elogiou a atuação dos jovens aprendizes no Cejusc. “O doutor Abeilar já chegou e já está fazendo diferença. E os jovens aprendizes fizeram muita falta neste mês em que estão de férias. Eles são ótimos e fazem muita diferença”.
Desafios estruturais e diálogo institucional
Durante a abertura da correição, na segunda-feira, 27, foram debatidas as dificuldades para a convocação de novos servidores e a consequente sobrecarga dos que estão em atividade. Atual responsável pelo Cejusc 2º grau e membro da Comissão de Gestão de Pessoas, a desembargadora Maria das Graças Monteiro Melo, alertou para a gravidade da situação.
“Eu sei o quanto a situação está crítica. Temos as vagas para preencher e um concurso realizado, mas as vagas estão retidas, sem serem liberadas para nós. É um efeito de vasos comunicantes: o servidor assoberbado de trabalho não consegue atuar tão bem quanto gostaria, e isso adoece”, lamentou a desembargadora.
Também presente na abertura, a presidente da Associação Sergipana dos Advogados Trabalhistas (Assat), advogada Andrea Leite de Souza, destacou a sensibilidade da advocacia perante a realidade do tribunal. “Tanto a Assat quanto a OAB sempre foram sensíveis às questões dos servidores, porque isso reflete diretamente no nosso trabalho. Vemos os colegas reclamando da morosidade dos atos processuais, mas sabemos que há uma deficiência grande de pessoal que vem se agravando. E sempre enaltecemos o trabalho dos servidores das varas porque eles têm um esforço maior para entregar o serviço, mas podem ter certeza de que essa é uma pauta que vamos levar adiante”, afirmou.
A advogada também parabenizou o trabalho do Cejusc e ressaltou a mudança cultural da categoria. “Havia uma resistência antiga dos advogados em fazer acordos, mas a advocacia encampou esse espírito de conciliação. A liquidação dos pedidos trouxe uma preocupação maior para quem propõe a ação e, por vezes, dificulta a margem de negociação das empresas, mas o diálogo tem avançado”, concluiu.
Elogios
Ao final da Correição, o secretário da Corregedoria, Fabrício Oliveira Souza, informou que foram vistoriados 50 processos e fez a leitura de elogios.
a) Contribuição efetiva para que o Tribunal alcançasse das Metas Nacionais 1, 3 e 5 do Poder Judiciário do ano de 2025;
b) Realização de pautas temáticas;
c) Aumento da quantidade de audiências realizadas no ano de 2025 (3.962 audiências a mais, que corresponde a 84,64%), em relação ao ano de 2024;
d) Aumento da quantidade de acordos homologados ano de 2025 (824 processos a mais, que corresponde a 57,76%), em relação ao ano de 2024;
e) Utilização de ferramentas, a exemplo do CONCILIA-JT, e de convênios eletrônicos, como o PREVJUD, ECAC, e SISBAJUD e
f) Treinamento constante dos servidores do setor.
Por Daniele Machado (Ascom TRT-SE)












