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A juíza Júlia Borba Costa Noronha assumiu, em 16/5/2022, a coordenação do Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputa (Cejusc-JT), enfrentando um novo desafio em sua carreira profissional.

Formada em Direito no ano de 2002 pela Universidade Católica de Salvador, Júlia Borba Costa Noronha é magistrada do Tribunal do Trabalho da 20ª Região (TRT-20) desde outubro de 2013.

A magistrada ocupou a função até então exercida pelo juiz Antônio Francisco de Andrade, promovido para a titularidade da 4ª Vara do Trabalho de Aracaju.

Segundo a magistrada, além de dar continuidade ao excelente trabalho que já era realizado pelo juiz Antônio Francisco, ela tem a missão de alavancar ainda mais o número de conciliações trabalhistas realizadas no Centro Judiciário, enfrentando as mazelas geradas pela pandemia.

Em entrevista concedida à Assessoria de Comunicação (Ascom) do TRT-20, a juíza fala sobre os caminhos que percorreu em sua carreira e, também, sobre os novos desafios junto ao Cejusc do TRT-20, que, no período de 23 a 27 de maio, participará da 6ª edição da Semana Nacional da Conciliação Trabalhista 2022, marcando o retorno das atividades presenciais no judiciário trabalhista no Regional.

Confira a entrevista:

Ascom do TRT-20: Quem é Júlia Borba Costa Noronha?

Júlia Borba Costa Noronha: Antes de chegar à magistratura atuei como advogada durante dez anos, com grande ênfase na área trabalhista, o que me permitiu admirar a atuação de alguns colegas do TRT da Bahia, que conduziam o processo com leveza e sempre atentos ao jurisdicionado. Atuei também na área cível, o que me fez ratificar ainda mais minha paixão pelo direito do trabalho e sua matriz humanística. Foram seis anos e meio de estudo até obter êxito em Sergipe, que se tornou meu lugar no mundo, onde crio meu filho e o ensino a importância das nossas raízes.

Ascom do TRT-20: Quais as suas expectativas junto ao Cejusc-JT?

Júlia Borba Costa Noronha: O Cejusc foi implantado no nosso Regional na gestão do desembargador Thenisson Santana Dória, ampliando o princípio norte do direito do trabalho, que é a conciliação. Apesar de trazermos as noções conciliatórias da faculdade e do curso de formação inicial do magistrado, na Enamat, foi na vivência do Cejusc do nosso Regional, ainda na acanhada salinha do primeiro andar do prédio amarelo, que entendi a enormidade do que poderíamos fazer ali. E fui aprendendo e gostando de estar ali, disponível para ajudar as partes a transcenderem a lide, celebrarem acordos, amainarem seus corações. Hoje meu desafio é um pouco maior: pensar o Cejusc como uma ferramenta de pacificação de forma ágil, acessível a todos, com servidores engajados e resultados que nos ajude a crescer enquanto unidade judiciária.

Ascom do TRT-20: Haverá mudanças no Cejusc ou a senhora pretende dar continuidade ao trabalho que já era realizado pelo juiz Antônio Francisco de Andrade?

Júlia Borba Costa Noronha: O trabalho feito aqui é excepcional! Meu querido colega Antônio Francisco tem como marca pessoal a cordialidade, a disponibilidade, o tom agregador que estimula a equipe e atinge a advocacia. Ele sabe ler as pessoas, e por isso muito habilmente detectou as competências dos servidores que estão conosco. Meu desafio é manter essa equipe unida, afinada com o intuito de facilitar o caminho conciliatório e dar vazão ao alto número de processos que temos recebido, a fim de que sejamos um estímulo à cultura da paz, e não um entrave processual no deslanchar da ação. Ficarei satisfeita se conseguirmos manter o alto percentual conciliatório já alcançado e que possamos estender a experiência Cejusc para as varas do interior ainda não abarcadas.

Ascom do TRT-20: Para o jurisdicionado que quer conciliar, como ele deve proceder?

Júlia Borba Costa Noronha: Estamos abertos para requerimentos formulados em processos já ajuizados, para que as Varas nos encaminhem os autos eletrônicos, mas também advogados e partes podem nos procurar diretamente para que façamos o caminho inverso, solicite a vara o processo, para uma tentativa conciliatória. É importante deixar sempre claro que o tempo de conciliar é a qualquer momento, não precisamos ficar amarrados a fase em que o processo se encontra. É possível conciliar até quando o processo está aguardando julgamento de recurso, inclusive perante o TST. Em execução a conciliação se torna ainda mais interessante, pois as Partes, já cansadas do embate, querem enxergar um fim tangível para o problema que veem arrastando.

Ascom do TRT-20: O TRT-20 vai participar da Semana Nacional de Conciliação, que acontece de 23 a 27 de maio. Qual a sua expectativa com relação a isso e como está a demanda?

Júlia Borba Costa Noronha: Nós temos uma demanda alta por algumas peculiaridades. Nos últimos tempos tivemos feriados em dias de quinta-feira, o que muitas vezes impossibilitava não só a utilização da quinta-feira como dia de pauta normal, como também a sexta-feira. Atualmente estamos com pautas todos os dias da semana, salvo em algumas sextas-feiras de qualificação da equipe. A expectativa que nós temos é a de alavancar o número de conciliações na Semana Nacional de Conciliação porque é um período que os advogados também estão mais abertos a ideia conciliatória. E isso é de suma importância, pois o advogado, como o primeiro juiz da causa, tem capacidade de aconselhar seu cliente pelo caminho menos tortuoso, que é o da conciliação. Abrimos mais espaço na pauta na semana nacional de conciliação e estamos à disposição para estender esse movimento a fim de atender o jurisdicionado interessado.

Por Moema Lopes (Ascom/TRT-20)