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Representantes do Judiciário abordaram temas como confiança pública, cooperação entre instituições e governança

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Autoridades do sistema de Justiça participaram, na manhã desta terça-feira (10), de encontro realizado no Salão Nobre do Supremo Tribunal Federal (STF). Foi a segunda reunião entre presidentes e representantes de tribunais convocada pelo presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, para discutir desafios institucionais e perspectivas para a magistratura. A primeira ocorreu em outubro de 2025.

“Precisamos começar a construir o futuro do Judiciário agora, com o nosso exemplo. Não podemos ficar indiferentes às demandas por ética e por transparência que vêm da sociedade”, destacou o presidente do STF durante discurso de abertura da reunião.

Entre os presentes, estiveram o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Luiz Philippe Vieira de Mello Filho, o ministro do Superior Tribunal Militar (STM), Artur Vidigal de Oliveira, e o corregedor nacional de Justiça, Mauro Campbell.

Em suas intervenções, os participantes destacaram a importância do diálogo institucional, da cooperação entre tribunais e da preservação da credibilidade do Poder Judiciário.

TST

O presidente TST afirmou que a magistratura exerce sua função com dedicação e compromisso com a República. Segundo ele, embora existam situações excepcionais, a maioria dos juízes atua com abnegação em uma atividade essencial para o país. Para o ministro, o encontro promovido pelo STF representa um espaço relevante de diálogo institucional.

Vieira de Mello Filho também defendeu o fortalecimento da confiança da sociedade no Judiciário e afirmou que o debate sobre a remuneração da magistratura deve ser tratado como questão institucional ligada à dignidade e à independência da função jurisdicional. Ele acrescentou que o Judiciário precisa enfrentar situações que possam comprometer sua credibilidade, como conflitos de interesse e práticas incompatíveis com a transparência.

STM

Representando a presidente do STM, ministra Maria Elizabeth Rocha, o ministro Artur Vidigal destacou os desafios de administrar a Justiça em um país de dimensões continentais. Para ele, a cooperação entre os tribunais é essencial para enfrentar essas dificuldades. “Quando os tribunais caminham em sintonia, o fardo se divide e a força se multiplica”, afirmou.

Ele disse esperar que o espírito de cooperação demonstrado no encontro contribua para fortalecer um Judiciário voltado à modernização, à celeridade e à promoção da justiça social, além de permitir respostas mais eficazes às demandas da sociedade.

Corregedoria

O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, enfatizou a importância da liderança institucional em momentos de desafios para o Judiciário elogiou a condução do ministro Edson Fachin à frente do Supremo e do CNJ.

Campbell também defendeu maior integração entre os tribunais e dirigentes da magistratura. Segundo ele, o Judiciário não pode funcionar como estruturas isoladas. “Nós não formamos um arquipélago, somos um continente”, disse ao observar que a atuação conjunta das instituições é essencial para manter a credibilidade e o respeito da sociedade.

STJ

O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, mencionou desafios estruturais enfrentados pelo Judiciário, como a confiança pública, a governança institucional e as discussões sobre o regime remuneratório da magistratura.

Benjamin também observou que, diferentemente de outros Poderes, os magistrados não possuem mandato popular e ressaltou que a legitimidade do Judiciário depende de sua imagem e de seu trabalho perante a sociedade. Ao final, manifestou confiança na capacidade de o Judiciário brasileiro enfrentar seus desafios e fortalecer suas instituições.

Fonte: STF