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Foto: Rômulo Serpa/CNJ

Muitos adolescentes que vivem em instituições de acolhimento, ao completar a maioridade, precisam iniciar a vida adulta sem uma rede de apoio. Para aproximar esses jovens de oportunidades de estudo, qualificação profissional, trabalho e atendimento, como na área da saúde, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lança o PNC Digital, uma plataforma de gestão integrada que conecta o sistema de Justiça a parceiros institucionais e programas sociais. 

O sistema será lançado durante o 2.º Encontro Nacional do Programa Novos Caminhos, promovido pela Corregedoria Nacional de Justiça, que acontecerá nos dias 5 e 6 de agosto, em Brasília. A ferramenta reúne oportunidades disponibilizadas por instituições parceiras do PNC. 

O encontro também marcará uma nova etapa de consolidação do Programa Novos Caminhos, nacionalizado em 2025. Desde então, todos os tribunais de justiça passaram a desenvolver ações articuladas com parceiros locais para ampliar a oferta de oportunidades aos jovens acolhidos.  

Durante os dois dias, magistrados, servidores, equipes dos tribunais e das instituições parceiras do programa participarão da apresentação de boas práticas desenvolvidas. Haverá também debates sobre estratégias para fortalecer a rede de proteção e oficinas voltadas ao aperfeiçoamento das ações implementadas nos estados.  

Confira a programação  

Oportunidades 

Instituído pela Resolução CNJ n. 543/2024, o Programa Novos Caminhos é coordenado pela Corregedoria Nacional de Justiça. Trata-se de política nacional do Poder Judiciário voltada ao apoio de adolescentes e jovens, especialmente entre 14 e 18 anos, que vivem em organizações de acolhimento institucional ou que estão em processo de desligamento dessas unidades.

Por meio da atuação dos tribunais de justiça, bem como da articulação com instituições públicas e privadas, o programa incentiva a formação de redes locais capazes de oferecer oportunidades de educação, aprendizagem, qualificação profissional, emprego, assistência em saúde e prática de esportes, além de outras ações voltadas à construção de uma vida adulta com autonomia, cidadania e dignidade. 

Fonte: CNJ
Texto: Margareth Lourenço
Edição: Beatriz Borges
Revisão: Geovana Lima