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Distribuição levará em conta critérios técnicos e carga de trabalho dos Tribunais Regionais do Trabalho

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Nesta terça-feira (25), teve início a 6ª Reunião Ordinária do Coleprecor (Colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais do Trabalho), realizada no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Na abertura, o presidente do TST e do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT), ministro Vieira de Mello Filho, informou que foi autorizado o provimento de 300 cargos nos Tribunais Regionais do Trabalho. Segundo o magistrado, a distribuição será feita a partir de critérios técnicos, com atenção especialmente à carga de trabalho na área judiciária de cada Regional.

Vieira de Mello Filho destacou ainda que a definição de parâmetros busca reduzir a discricionariedade na distribuição dos cargos e ampliar a participação das áreas técnicas nas decisões administrativas. “Não é possível tratarmos um tribunal como o nosso, uma unidade do Poder Judiciário, sem que haja um fluxo, sem que haja uma observância de parâmetros e pareceres técnicos necessários”, explicou.

O ministro também anunciou a preparação de um curso de formação continuada voltado aos magistrados que dão suporte às administrações dos tribunais e às corregedorias. A previsão é que a capacitação seja realizada presencialmente em novembro, em parceria com a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho (Enamat), com temas relacionados à atuação do CSJT e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), orçamento, finanças, nomeações e tecnologia da informação, entre outros.

Mentoria

Na parte da manhã, a corregedora do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (SP), desembargadora Sueli Tomé, e a juíza auxiliar da Corregedoria Paula Becker Montibeller Job apresentaram o projeto de mentoria “Recuperação da Vara do Trabalho”, desenvolvido nas unidades do Regional, com o objetivo de compartilhar os resultados alcançados.

Segundo a desembargadora, a iniciativa representa uma mudança na atuação da Corregedoria, que deixa de atuar apenas na fiscalização das varas e das unidades judiciárias para adotar uma abordagem colaborativa. “Nosso objetivo é auxiliar na otimização das rotinas administrativas e na melhoria dos fluxos de trabalho, com reflexos na prestação jurisdicional.”

A juíza Paula Becker ressaltou que o projeto foi aprimorado em 2025 com a inclusão de temas como automação e inteligência artificial.
Segundo ela, o modelo pode ser replicado no primeiro e no segundo graus e já apresenta resultados nos índices do Sigest e no cumprimento das metas nacionais do Conselho Nacional de Justiça.

A 6ª Reunião Ordinária do Coleprecor continua nesta quarta-feira  (26).

Fonte: CSJT