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O Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (TRT-SE) encerrou, nesta sexta-feira, 6, a correição ordinária na 2ª Vara do Trabalho de Aracaju. Sob coordenação do presidente e corregedor do Tribunal, desembargador Josenildo dos Santos Carvalho, a correição foi marcada por um diálogo sobre condições de trabalho, aumento da demanda processual e o papel da tecnologia. Acompanharam as atividades o juiz titular da unidade, Guilherme Carvalheira Leal, além de servidores(as), estagiários(as), e o secretário da Corregedoria, Fabrício Oliveira. 

O desembargador Josenildo Carvalho enfatizou que sua presença tinha como objetivo principal agradecer o empenho da equipe. Ele destacou que o respeito e a harmonia no ambiente de trabalho são fundamentais para que a instituição mantenha sua credibilidade perante a sociedade. "Vocês merecem todo o reconhecimento porque se superam para que o nome da Justiça do Trabalho em Sergipe não caia no conceito da coletividade. Minha presença é para agradecer o empenho e a tranquilidade que tenho vivido aqui", afirmou o corregedor.

Desafios

O juiz Guilherme Carvalheira Leal revelou que a unidade deve ultrapassar a marca de 2 mil processos este ano, representando um salto significativo em relação à média de 1.300 processos de anos anteriores registrada em cada vara da capital. Segundo o magistrado, esse incremento de 700 processos impacta diretamente a vida de magistrados(as) e servidores(as). Na ocasião, ele agradeceu o reconhecimento do presidente. “Temos servidores esforçados. Acredito que as outras varas também mantêm o mesmo nível por possuírem equipes qualificadas. Essa é a nossa missão”, afirmou.

O magistrado demonstrou otimismo quanto aos resultados da unidade. “Acredito que o secretário da Corregedoria, Fabrício Oliveira, encontrará a vara este ano em condições ainda melhores que no ano passado. Implementamos mudanças para melhorar a qualidade de vida de todos e continuamos avançando nesse sentido”, reforçou o magistrado.

Gestão e Eficiência Tecnológica

A 2ª Vara consolidou-se como um exemplo de modernização para enfrentar o aumento da demanda e o déficit de pessoal. De acordo com o juiz Guilherme Leal, a unidade está plenamente engajada com as soluções apresentadas pela gestão, colocando-se à disposição como vara-piloto para projetos futuros.

Na prática, ferramentas como o MaisPJE, a Inteligência Artificial e a câmera 360° já revolucionaram o dia a dia da unidade. O diretor da Vara, Edger Torres Alves, detalhou o impacto positivo dessas inovações, destacando especialmente a extensão MaisPJE. Segundo o diretor, a ferramenta otimizou o fluxo de trabalho ao reduzir drasticamente o número de cliques necessários para as movimentações processuais, o que permitiu triplicar a produtividade da equipe em determinadas tarefas.

Além disso, ressaltou a implementação da câmera 360° nas audiências, que garante maior fidelidade aos atos e permite que a secretaria realize tarefas simultâneas, e o uso da Inteligência Artificial pelo juiz titular, Guilherme Leal, o que tem refletido positivamente nos indicadores de desempenho da unidade.

Por fim, o diretor Edger enalteceu a eficiência do Setor de Atendimento, implantado pela atual gestão, que absorveu mais de 600 ligações que antes interrompiam o fluxo de trabalho dos servidores, permitindo foco total na atividade fim. "Hoje não cabe mais a figura do servidor atendente. É uma subutilização de mão de obra, na verdade. O processo de justiça eletrônica demanda de nós o foco no processo. Então, tirar de nós essa tarefa de atender partes, advogados e jurisdicionados foi de um ganho imenso para a gente, e num momento crucial", reforçou o diretor.

Ao concluir a correição, o secretário da Corregedoria, Fabrício Oliveira, informou que foram vistoriados 126 processos e elogiou o empenho da equipe em adotar novas ferramentas tecnológicas, estratégia que visa suprir o déficit de pessoal e o crescente volume de trabalho.

Elogios

  • Pelo cumprimento das Metas Nacionais do Poder Judiciário 1, 2 e 5 no ano de 2025.
  • Pela redução do prazo médio na fase de conhecimento, no percentual de 18,59%.
  • Pela taxa de sentença líquida em 2025, que ficou em 84,32%.
  • Pelo uso das ferramentas eletrônicas disponibilizadas pelo TRT20.
  • Pela atualização dos dados do Sistema de Gestão de Precatórios da Justiça do Trabalho (GPREC) das RPVs vencidas.
  • Pela resolução imediata de pendências apontadas pela Corregedoria durante a correição.

Por Daniele Machado (Ascom TRT-SE)