• RSS
  • Youtube
  • E-mail
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram

Página Principal

Ejud-20_promove_roda_de_conversa_sobre_equidade_racial_e_comunidades_quilombolas_DESTAQUE.jpg

A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (Ejud-20) promoveu, na manhã desta terça-feira, 19 de maio, a Roda de Conversa “Equidade Racial e Atenção às Comunidades Quilombolas”. O encontro foi realizado no Espaço de Capacitação e Inovação da Ejud-20 e reuniu magistrados(as), servidores(as), estagiários(as), colaboradores(as) e jovens aprendizes do Tribunal para debater temas relacionados à equidade racial, relações sociais e direitos das comunidades quilombolas. 

A iniciativa integrou as ações formativas da Ejud-20 voltadas à promoção da diversidade e do fortalecimento institucional de políticas de inclusão, em consonância com as diretrizes estabelecidas pela Resolução CNJ nº 599/2024.

A programação teve início com um café de boas-vindas e recepção dos participantes. Em seguida, a roda de conversa proporcionou um espaço de diálogo e troca de experiências sobre questões históricas, jurídicas e sociais envolvendo as comunidades quilombolas e as interseccionalidades presentes no mundo do trabalho.

A atividade foi mediada pela juíza Júlia Borba Costa Noronha, gestora do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade do TRT da 20ª Região, e contou com a participação das debatedoras Tatiana Emilia Dias Gomes e Amanda Giselle Santos Silva.

Durante o encontro, foram discutidos desafios relacionados ao acesso à justiça, à promoção da igualdade racial e à necessidade de fortalecimento de políticas públicas e institucionais voltadas às populações historicamente vulnerabilizadas. As debatedoras também destacaram a importância da escuta ativa, da valorização da diversidade e da construção de ambientes institucionais mais inclusivos e representativos.

A juíza Júlia Borba Costa Noronha ressaltou que a realização de atividades voltadas aos comitês e programas institucionais busca ampliar o conhecimento e estimular reflexões sobre temas sociais relevantes no âmbito do Judiciário. Segundo ela, a discussão sobre comunidades quilombolas está alinhada às políticas nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Justiça e também à necessidade de sensibilização institucional. “Essa temática quilombola está voltada não apenas ao atendimento de uma política nacional, mas também a nos instruir para que possamos aproximar a comunidade quilombola dos seus direitos. Precisamos compreender que existe uma exclusão, tanto territorial quanto racial, e que é necessário olhar para isso e tentar equalizar as estruturas de poder para que possamos aplicar a justiça”, afirmou.

A metodologia expositivo-dialógica favoreceu a participação do público, estimulando reflexões e debates sobre práticas institucionais voltadas à promoção da equidade racial no âmbito do Judiciário Trabalhista.

A colaboradora terceirizada Suzimeire Menezes, que acompanhou a roda de conversa, falou sobre a importância da inclusão de terceirizados(as) e jovens aprendizes nas iniciativas formativas promovidas pelo Tribunal. “Acho fundamental ter essa abertura para terceirizados e jovens aprendizes, para que a gente tenha mais conhecimento. Foi muito legal participar e adquirir esse aprendizado, que ajudou a refletir e ampliar o olhar sobre o assunto”, afirmou. 

O servidor e psicólogo Thiago Bomfim Lima enfatizou que ações como a roda de conversa contribuem para ampliar a sensibilidade institucional diante de diferentes realidades sociais. “Quando nos deparamos com grupos muito específicos, começamos a enxergar realidades diferentes das nossas. Isso é extremamente importante para a Justiça, porque nos ajuda a compreender as particularidades de cada pessoa e pensar em práticas que resguardem os direitos de todos”, destacou.

Por Patricia Teles (Ascom TRT-SE)