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A Presidência do Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (TRT-SE) e a Escola Judicial (Ejud-20) realizaram, nesta sexta-feira, 18, o 14º Fórum de Gestão Estratégica, no Espaço de Capacitação e Inovação da Ejud-20. O encontro reuniu magistrados(as), servidores(as), integrantes do Comitê de Governança e Estratégia, do LABINOVA/TRT20 e representantes de instituições parceiras para discutir temas relacionados ao planejamento estratégico, à governança, à inteligência artificial e às transformações no trabalho no Poder Judiciário. 

Realizado anualmente, conforme previsto no art. 22 da Resolução Administrativa TRT20 nº 17/2021, o Fórum constitui um instrumento de fortalecimento da governança e do planejamento estratégico institucional. Nesta edição, o encontro também marcou o início do processo de revisão do planejamento estratégico do TRT-SE, com vistas ao alinhamento ao ciclo da Estratégia Nacional do Poder Judiciário 2027-2032.

Compondo a mesa de abertura estavam o desembargador-presidente Josenildo dos Santos Carvalho; a desembargadora Maria das Graças Monteiro Melo, representando a diretora da Ejud-20, desembargadora Vilma Leite Machado Amorim; o diretor-geral, Sérgio Santana de Matos; o secretário-geral da Presidência, Maurício Fontes Figueiredo; e o secretário de Gestão Estratégica, Adriano Leão Venceslau. 

O presidente do TRT-SE deu as boas-vindas aos participantes e ressaltou a importância do Fórum para o fortalecimento da governança e para as reflexões sobre o novo ciclo estratégico do Tribunal.

“Hoje fortalecemos a nossa governança para continuarmos entregando uma prestação institucional séria, humana e eficiente. São reflexões valiosas sobre o planejamento judiciário, a transformação digital e o uso ético da inteligência artificial, sem perder de vista a constante valorização do trabalho humano. Por trás de cada magistrado, magistrada, servidor, servidora, estagiário e aprendiz, existe um ser humano. E o ser humano deve ser sempre a prioridade, o centro das nossas atenções”, afirmou o desembargador Josenildo dos Santos Carvalho. 

Conduzido pelo secretário de Gestão Estratégica, Adriano Leão Venceslau, o Fórum teve início com a palestra “Gestão Estratégica, entendendo seus desdobramentos. Nova Estratégia e o alinhamento com o Plano Estratégico Institucional”, apresentada pela diretora do Departamento de Gestão Estratégica do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Fabiana Andrade Gomes e Silva.

Durante a exposição, Fabiana abordou conceitos relacionados à estratégia, como missão, visão, valores e macrodesafios, além do papel dos tribunais na execução e no monitoramento da Estratégia Nacional do Poder Judiciário. A palestrante também apresentou as novas diretrizes para o próximo ciclo estratégico e ressaltou a necessidade de alinhamento dos planejamentos institucionais às diretrizes nacionais. 

Para Fabiana, compreender a Estratégia Nacional do Poder Judiciário e o papel de cada profissional é fundamental para a construção do novo ciclo estratégico. “É importante compreender o assunto e o impacto que ele tem para servidores, magistrados e colaboradores do TRT-20. Cada um precisa entender o seu papel para o alcance dessa estratégia. Estamos entrando em um novo ciclo, de 2027 a 2032, e o TRT terá o desafio de construir e alinhar seu planejamento”, disse.

Na segunda parte da programação, a servidora do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-SP) Lucíola da Rocha e Santos, com atuação nas áreas de Governança, Projetos e Processos, apresentou a palestra “Inteligência Artificial, Futuro do Trabalho e Reaproveitamento do Trabalho Humano Substituído pela IA no Poder Judiciário”.

A exposição abordou os impactos da inteligência artificial e da transformação digital no futuro do trabalho, destacando suas possibilidades de aplicação no Poder Judiciário, as atividades suscetíveis à substituição tecnológica, a necessidade de reaproveitamento e requalificação do trabalho humano e o desenvolvimento de novas competências. Lucíola também tratou dos desafios para a gestão de pessoas e da importância do uso ético e consciente da IA no âmbito do Judiciário. 

Lucíola chamou a atenção para os riscos da utilização inadequada da IA. “É preciso refletirmos sobre como estamos utilizando a tecnologia. A inteligência artificial traz possibilidades de melhoria, mas também riscos e exige responsabilidade. É preciso também valorizar as pessoas e preservar o trabalho humano, especialmente no Poder Judiciário, onde uma decisão não pode desconsiderar a dimensão humana”, pontuou. 

O 14º Fórum de Gestão Estratégica contribuiu para preparar o TRT-SE para o próximo ciclo de planejamento estratégico e ampliar as reflexões sobre os desafios e as oportunidades relacionados à transformação digital.

Ao avaliar o encontro, o secretário de Gestão Estratégica, Adriano Leão Venceslau, abordou a continuidade das discussões dentro do Tribunal. “O objetivo do Fórum foi trazer reflexões para os gestores, para que eles pudessem levá-las às suas equipes e ampliar essa discussão em toda a organização. O nosso futuro está sendo construído agora, e essas discussões precisavam começar no presente. O Fórum deu o pontapé inicial nesse movimento, especialmente neste momento de transição para um novo ciclo de planejamento”, explicou.

Por Patricia Teles (Ascom TRT-SE)