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TRT-SE promove debate sobre inclusão e combate ao capacitismo no Poder Judiciário
- Publicado: Sexta, 16 Outubro 2026

O Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (TRT-SE), por meio do Subcomitê de Acessibilidade e Inclusão, realizou, nesta sexta-feira, 16, o projeto “Dia D de Falas Inclusivas e de Superação: Caminhos para o Ativismo e o Anticapacitismo Institucional”. O evento ocorreu na Sala de Múltiplos Eventos, no 2º andar do Edifício-Sede, e reuniu participantes para discutir o protagonismo das pessoas com deficiência, a eliminação de barreiras e a adoção de práticas anticapacitistas no Poder Judiciário.
Organizada pela Divisão de Acessibilidade, Inclusão e Diversidade, a iniciativa contou com exposições e roda de conversa, além de espaço para perguntas e debate com o público.
A mesa de abertura foi composta pela coordenadora do Subcomitê de Acessibilidade e Inclusão do TRT-SE, juíza do Trabalho substituta Tatiana de Bosi e Araújo; pela advogada trabalhista Meirivone Ferreira de Aragão; e pelos servidores José Nicodemos Sá Cardoso Junior e Raul Ferreira de Andrade Junior.
A primeira exposição foi conduzida pela advogada Meirivone Ferreira de Aragão, que abordou as experiências e os desafios enfrentados por pessoas com deficiência no exercício da advocacia. Com o tema “Entre Prazos e Degraus: Vivências, Desafios e a Superação de Barreiras no Cotidiano da Advocacia”, a palestrante compartilhou reflexões sobre a inclusão no ambiente profissional.
Segundo Meirivone, além das barreiras arquitetônicas, é necessário enfrentar a falta de compreensão sobre a deficiência. “São eventos como este que ajudam a disseminar conhecimento e a combater a ignorância, para que possamos exercer nossa profissão com dignidade”, disse.
Na sequência, o servidor Raul Ferreira de Andrade Junior apresentou a palestra “O papel do Design Thinking no combate ao capacitismo e superação de barreiras orçamentárias, fundamentado no Modelo Social da LBI e na avaliação biopsicossocial, para mitigar o custo da deficiência e consolidar lideranças inclusivas na administração pública”.
Raul destacou a importância de considerar as necessidades das pessoas com deficiência na formulação de políticas e ações institucionais, com empatia e respeito às diferenças. “O objetivo da minha palestra foi estimular reflexões e formar multiplicadores de uma cultura que valorize a pessoa humana pelo que ela é, e não pelas características que tem”, afirmou.
Encerrando as exposições, o servidor José Nicodemos Sá Cardoso Júnior apresentou o novo conceito social da deficiência, que transfere para a sociedade a responsabilidade de eliminar barreiras e promover a igualdade. Ele citou as dificuldades enfrentadas, principalmente quanto à política de cotas em concursos da magistratura e do Ministério Público.
“A política de cotas nesses concursos opera de forma meramente simbólica porque os critérios rígidos de seleção não permitem que as pessoas com deficiência ingressem nesses cargos de poder. Há um descumprimento, inclusive eu defendo isso, um descumprimento da Convenção da ONU sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e do Estatuto da Pessoa com Deficiência com relação à acessibilidade", declarou.
A juíza do Trabalho substituta Tatiana de Bosi e Araújo mediou as atividades, conduzindo as discussões e a interação com o público. A iniciativa buscou promover o ativismo em defesa dos direitos das pessoas com deficiência e estimular a reflexão sobre a eliminação de barreiras atitudinais e institucionais no ambiente de trabalho.
“Além de cumprir o Planejamento Estratégico do Tribunal e as diretrizes da Resolução nº 401/2021 do Conselho Nacional de Justiça, buscamos combater o capacitismo por meio do ativismo, com ênfase na dignidade da pessoa humana e na superação das barreiras atitudinais e institucionais enfrentadas pelos profissionais com deficiência”, destacou a magistrada.
Por Patricia Teles (Ascom TRT-SE)












