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O Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (TRT20) realizou nesta terça-feira, 03/09, o II Fórum de Acessibilidade e Inclusão. O evento enfatizou o acesso da pessoa com deficiência ao mercado de trabalho.

A abertura do Fórum contou a apresentação do Coral 20ª Voz, formado por servidores do TRT20, e com a apresentação do vereador Lucas Aribé. Em seguida, a Desembargadora presidente, Vilma Leite Machado Amorim, agradeceu a presença do público e também a todos que participaram da organização do evento.

O Ministro Corregedor-Geral do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Lelio Bentes Corrêa, também esteve presente e agradeceu a oportunidade de participar do evento. “Este é um tema muito importante, mas ao mesmo tempo tão ignorado nas esferas oficiais do nosso país. Tanto valorizamos a ordem jurídica, a igualdade, a não discriminação, e ao mesmo tempo somos tão insensíveis para o tema da inclusão das pessoas com deficiência física. A Declaração Universal dos Direitos Humanos afirma que todos nascem iguais e têm direitos que são inerentes à condição do ser humano. Ninguém tem mais ou menos direito por sua condição social, racial, de orientação de gênero sexual ou por sua condição de pessoa com deficiência”.

Para a presidente da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão do TRT20, a juíza do trabalho Cinthia Lima de Araújo, eventos como este são essenciais para uma retomada de consciência. “Acessibilidade não se resume apenas a uma rampa ou um banheiro adaptado. É estarmos atentos ao olhar do outro. Nossa pressa do dia a dia não pode ser mais importante do que uma boa convivência em harmonia, a alteridade e a empatia. Aqui neste evento tentamos sensibilizar para que todos se apropriem dessa informação, que hoje já circula, mas as pessoas continuam achando que as suas necessidades são mais importantes. Olhar para o outro e perceber que existe alguém que quer apenas ter a mesma oportunidade e que precisa de um pouco mais de espaço, de acesso e de oportunidade, faz a diferença”.

O Fórum teve início com a palestra do procurador do Trabalho do MPT/SE, Mário Cruz, que falou sobre acessibilidade ao mercado de trabalho e a atuação do Ministério Público do Trabalho viabilizando esse acesso. “Não se pode dizer que não houve uma evolução, mas é ainda do entender, principalmente das pessoas com deficiência, assim como do MPT, muito aquém do que poderia já ter sido atingido. Existem muitas barreiras e uma das mais difíceis de transpor é justamente a barreira que a lei chama de atitudinal, que são, em outras palavras, as posturas preconceituosas. São aqueles preconceitos que se têm como base no pressuposto de que a pessoa por ter alguma deficiência não pode desenvolver um trabalho. É uma barreira invisível aos olhos, mas sem dúvida a mais perceptível de todas”.

Em seguida, o empresário Breno Oliveira contou um pouco de sua história de empreendedorismo à frente da gelateria il Sordo. “As pessoas precisam mudar sua forma de pensar, o que tá faltando é se colocar no lugar do outro e assim incluí-lo. Quando me tornei empreendedor eu pensei em ter uma empresa com um quadro de funcionários com colaboradores surdos, que eu pudesse capacitá-los e mostrar para sociedade que somos capazes e podemos trabalhar também. Hoje fico emocionado, é a primeira vez que sou convidado para um evento no Tribunal e vejo que aqui existe a responsabilidade de aconselhar e fiscalizar a sociedade, que não se trata só de pensar em direitos, mas começa no básico, todos têm que pensar no lugar do outro”.

O evento foi encerrado com a palestra de Daniela Kóvacs, chefe de seção de acessibilidade e inclusão do TRT da 2ª Região, pessoa com deficiência visual, autora livro Cão Guia: Anjo de Patas. “É um momento importante porque temos agora no âmbito do Poder Judiciário a Resolução 230/2016 – CNJ. Ela direciona a acessibilidade como um todo e foi um marco. Ela vai desde a acedibilidade física, que é importante tanto para o publico interno como externo, até os recursos de tecnologia assistiva. Então, é um momento importante porque temos toda uma legislação que respalda esse direito da pessoa com deficiência para a garantia do acesso à justiça”.

 

 

 

Fotos: Márcio Garcez