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A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região (Ejud-20) finalizou nesta sexta-feira, 28,  Curso de Suporte Básico e Avançado de Vida. Sediado no Espaço de Capacitação e Inovação da Escola, o treinamento teve como objetivo capacitar, atualizar e reciclar servidores da área de Saúde e do Departamento de Polícia Judicial (DPJ) para o atendimento de emergências clínicas. A capacitação seguiu as diretrizes atualizadas da American Heart Association (AHA).

Dividido em duas turmas, o curso foi ministrado pelos instrutores Aline Seixas, Arielly Rabelo, Hilton Ribeiro e Ronaldo Pereira, todos integrantes do Núcleo de Ensino em Saúde e Emergência de Sergipe (Neses). Foram abordadas técnicas de atendimento com foco em paradas cardiorrespiratórias, manuseio de Desfibrilador Externo Automático (DEA), desobstrução de vias aéreas e crises metabólicas e cardiovasculares.

A enfermeira e instrutora Aline Seixas enfatizou a dinâmica prática das metodologias aplicadas e a importância da resposta rápida em situações extremas."Discutimos a teoria sobre como agir desde a identificação de um paciente em parada cardiorrespiratória ou com sinais evolutivos. Em casos assim, não dá tempo de esperar o SAMU; quem está ao lado precisa agir imediatamente. Trata-se de um treinamento de saúde pública que deveria ser disseminado para toda a população. Após a teoria e as demonstrações, colocamos todos para praticar exaustivamente as técnicas", ressaltou.

O instrutor de primeiros socorros Hilton de Lima Ribeiro apontou que doenças cardiovasculares e neurológicas, como AVC e infarto, estão entre as principais causas de mortalidade no país. “O reconhecimento precoce e as primeiras atitudes fazem a diferença no desfecho dessas doenças. Por isso, é importante abordar essa doença para todos terem conhecimento de como se comportar perante uma situação que possa presenciar”, ressaltou.

Para o chefe da Divisão de Polícia Judicial do TRT-SE, Marcelo Santana, o treinamento é estratégico. “Na nossa atividade diária enfrentamos situações em que precisamos estar preparados para intervir, prestando apoio a colegas servidores, autoridades e visitantes do Tribunal”, afirmou.

O agente da polícia judicial Josemilson de Meneses Tavares reforçou a aplicação ampla do aprendizado. “Além do ambiente de trabalho, podemos utilizar essas técnicas na nossa vida pessoal, dentro de casa e com a nossa família, garantindo a primeira assistência com a finalidade de preservar a vida até a chegada do socorro especializado”, pontuou.

A médica do TRT-SE, Gabriela Oliveira Andrade, ressaltou o papel decisivo do primeiro atendimento para a sobrevida do paciente. “É o momento inicial de um atendimento em um evento cardiovascular que vai fazer a pessoa sobreviver. Não adianta não ter esse apoio, esse suporte inicial e ter depois um suporte médico avançado. Se o inicial não funcionou, o avançado não vai funcionar. Então, é o suporte básico, que a gente está tendo a oportunidade de se atualizar, que vai aumentar a chance de uma pessoa passando por um evento cardiovascular sobreviver e ter longos anos de vida com saúde”, relatou.

Por Daniele Machado (Ascom TRT-SE)